Uma tese da humanidade

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Amor

Amor é algo que não se toca,
e algo que não se encontra,
e muito menos algo que se ganha.


O amor não esta a mercê de você,
você é quem esta a mercê dele.
Ele te domina e te engole,
te clareia e te ilude.


corrijo-me,
o amor não ilude,
simplesmente não era amor.


acrescento,
amor não é apenas beijos e transas,
ele é excencialmente uma grande amizade.


Nego,
o amor não me achou,
ele não gosta muito de mim.


Afirmo,
o amor esta ao meu lado,
basta ama-lo.




Renato da Silva Carvalho

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Paul

O dia hoje amanheceu perfeccionista,
Mas as coisas sempre pioram.
Tento achar o culpado das burradas
Que assombram minha rotina.
Me deixando cada vez mais um não eu.

Pois é, neste trem eu vou,
O trem dos desesperados,
Achando que as coisas podem ser mudadas
No simples ato de me ajoelhar,
E pedir um por favor a alguém comum.
Nesta evolução dos fatos vou seguindo,
Pedindo a Deus um afago,
Pedindo a Deus uma explicação,
Do por que da tempestade.

Mas é na calada da noite
Que percebo a ruindade que fazem comigo.
Agora sei o culpado disso tudo,
É a minha sombra no trem dos afoitos.

Renato da Silva Carvalho

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Você sabe o que é soberba?

           Soberba é tudo aquilo que se você não souber controlar, vai estragar tudo. De fato todos somos soberbos, eu, você, meus mestres, meus colegas e amigos. Enfim, esta dentro de nós esse doce xarope que bebemos toda vez que acordamos o melhor que temos. Mas uma coisa eu lhe digo, essa poderosa mania pode sair do controle, principalmente quando você não é bom no que faz, mas você jura pelo céu e pelo inferno que você é o melhor.
             Vejamos alguns exemplos: Cazuza pensou que sua poesia era melhor do que a do... sei lá de quem, mas não era. Faustão sempre achou que seu jeito de malandro  agradava a todos os tele espectadores e aos seus intrevistados, mas não, é o maior chato que conheço. Ele pode entrevistar Machado de Assis, observe que estamos ressuscitando-o  apenas para um entrevista com o Fausto, mesmo assim ele somente falará merda. Eu por exemplo, tocava em uma banda muito boa, que modéstia a parte tinha tudo para ser a melhor do RN, mas por causa de um soberbo, a trapalhada foi total, e o tal nem musico era, creio que ele se achava essencial por causa disso, talvez. E o Roger waters, um dos idealizadores da banda Pink Floyd, preciso nem continuar.
              Pois é, caso você não seja bom em algo, guarde sua soberba para outro algo, e se você for bom em alguma coisa, aprecie este vinho com moderação.


Renato Carvalho
Anexo:http://pt.wikipedia.org/wiki/Soberba

domingo, 13 de dezembro de 2009

Mensagem

Vejo a mensagem em linhas da praça.
Ela fala de felicidade.
Ela fala de alegrias breves.
Ela fala de tristeza.
Ela fala de felicidades longas.
Ela fala de corridas emaranhadas de grades sortidas.


Vejo as crianças sujas de alegria.
Elas falam de ordens.
Elas falam de desordem.
Elas falam de sentimentos eufóricos.
Elas falam de choro.
Elas falam de liberdades arrebatadoras.

Ouço corpos suados ecoando poesias.
Vejo sentimentos ardentes queimando no amor.
Cheiro brisas suaves de mãos entrelaçadas.
Sinto o doce gosto de meus ossos  congelados.
Toco o fogo latente da vida exposta na estrada.

Pássaros cantam.
Ouvidos paralisam.
Olhos se cegam.
Bocas se calem.
Há uma mensagem.




Renato da Silva Carvalho                        

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Em breve

Brevemente: Mergulho...


sexta-feira, 20 de novembro de 2009

O caso da maça com a tartaruga


Certo dia, sentada a grama de um pomar, se preparando para comer suas ervas e frutas, a  tartaruga encontra uma bela maça. Ela sente o cheiro da maça, admira a beleza da maça, se enche de paixão e sai correndo em direção da maça. Ela simplesmente deixa para trás todas as frutas e ervas, e segue em direção da maça.
Como a tartaruga estava fascinada! Não pensava em outra coisa, a não ser, se deliciar com a maça. E assim se passa dias e dias, e em todos os dias ela fica cada vez mais fascinada com a maça, com sua forma suculenta, sua cor avermelhada, realmente, era tudo maravilhoso.
Finalmente a tartaruga chega a macieira, e de forma afoba começa a se alegrar e a cantar. Mas como o destino não é muito amigo da tartaruga, mais uma vez, ele lhe prega uma peça. E com o corpo cansado e  os olhos cheios de lágrimas, ela percebe que a maça já não estava mais em seu lugar.

Renato da Silva Carvalho

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Estrelas artificiais

Luzes expostas a minha janela.
São os reflexos de uma eterna complexidade.
Um aglomerado de almas.
Um emaranhado de sentimentos.

Todos se escondem.
Alguns se mostram.
Poucos se dão ao luxo de pensar.

Condomínios, praças, ruas e avenidas.
Estes sim são capazes.
Capazes de me mostrar a verdade.
Que não me é cabível saber.

Lâmpadas e faróis.
Lâmpadas e faróis .
Louvadas invenções.
Pois contém a luz.

Crianças! Acalmem-se.
Crianças! Por favor! Não chorem.
Um dia.
Quem sabe um dia.
Serão mais válidas que as luzes.

Renato da Silva Carvalho

sábado, 31 de outubro de 2009

Saudade

Me arrependo de ter aproveitado menos.
Falado pouco.
Deveria me exaltar mais.
Fiquei em silêncio.
Agora preso fico as lembranças.
Na tentativa fútil de realçar as memórias.
Mas a vida achou melhor assim.

E eu achava que o tempo era tão longo.
De tão longo se fez curto.
Levado pelas marés do destino.

E eu achava que o tempo era tão longo.
Mas as setas do relógio se fazem presente, gritando em silêncio:
“A vida que é longa, mas seus períodos são curtos”.

Renato da Silva Carvalho

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Moda da batata


Batata. Raiz rica em amido, logicamente, fonte de energia para o corpo humano, corpo que pertence a algum indivíduo apropriado de juízo, juízo este que lhe permite discernir o que é certo ou errado.
Tomemos por exemplo a jovem e bela Maria, está com vinte e três anos de idade, cursando a faculdade de publicidade, em uma universidade particular, pois infelizmente, a mesma não obteve sucesso nos vestibulares que havia se dedicado. Como quase toda a maioria, Maria adora batatas, seja ela assada, cozida, mas de preferência frita.
Neste exato momento em que escrevo esta prosa, Maria esta saindo de seu estágio, falta aproximadamente uma hora e meia para o início de suas aulas, e como passou o dia inteiro se esforçando, tem como conseqüentemente a fome. Resolve consigo ir ao “lanche feliz do MC”, ela entra na fila de pedidos e espera alguns minutos, e logo em seguida é atendida:
_Boa tarde, o que a senhora deseja?
Maria pensa com cautela e responde sem demoras:
_Um sanduíche de peito de peru, um Milk shake  de morango e uma porção deliciosa de batatas fritas.
Prontamente Maria é servida. Ela escolhe um bom lugar para se aconchegar, admira a sua merenda, e inicia o processo de degustação. Primeiro, ela da uma saborosa dentada no sanduíche, posteriormente uma golada em seu Milk Shake, e assim sucessivamente.
Maria termina de devorar o sanduíche e o Milk Shake, e nota que ainda lhe resta sua deliciosa porção de batatas fritas, ela retoma o processo de degustação, quando subitamente lembra que está de regime. Maria fica desesperada, levanta-se bruscamente e parti em retirado, deixando para trás sua deliciosa porção de batatas fritas.


Renato da Silva Carvalho

20/05/09
20h20min
OBS: Estava sentado na praça de alimentação de um Shoping, admirando os outros comerem batata.

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Odisséia humana

Passou a vida toda esperando algo que não queria, mas fazer o que? Está em seu instinto. Sempre querendo ser instaurador. Depois, quer fazer parte de um começo pré-determinado.
No começo quer nascer, fica assim por nove meses, esperando a famosa bofetada naquilo que costuma chamar grosseiramente de bunda. Tudo isso para mostrar o quanto é importante, saciando seu ego com a cara de felizes dos outros imbecis. E é dessa forma que trilham seus caminhos bordados a linhos de ouro.
Passado algum tempo, ele quer ser Deus. O seu mundo se torna verdade absoluta, ele é o criador de todas as coisas, todos lhe devem homenagens, pois ele é perfeito. E em sua infinita sabedoria, julga tudo pela aparência.

Após uma vida cheia de glória e orgulho, ele entra no estado lúcido da vida, a loucura. Passa a sentir medo de tudo. Ás vezes sente remorso, culpa, e até arrependimento. E para ser perdoado de seu passado austero, ele realiza oferendas e sacrifícios de sentimentalismo. Tudo isso precedido da famosa frase:”Eu quero morrer! Adeus mundo cruel.”



Renato da Silva Carvalho

domingo, 25 de outubro de 2009

Corredor de trilha


Somos o motivo da existência de um mundo. Tudo gira em torno das coisas que fazemos, mas definitivamente estamos com os braços abertos a espera de um futuro.
Tudo que se faz não pode ter um único sentido sem ter o que se apegar. Somos todos apegados a coisas banais, pois não percebemos o que realmente é importante, e o futuro não passa de um colírio para os nossos olhos. Então eu te pergunto: para que serve o futuro, se não para enxergarmos o presente e mudarmos o passado?



Renato da Silva Carvalho

sábado, 24 de outubro de 2009

O guerreiro de cera
















Pássaro ao vento.
Quem caminha o tempo é aquele que sabe dizer:
Furtei a mais linda obra de Deus.
E quem sabe sou eu,
De como guiar a vida.
E logo eu chorei.
Confuso de como sou eu.
E as letras que escrevi, rasguei.



Corpo ao tempo.
Quem sabe lavar a solidão?
É aquele que chamo de irmão.
E o beijo que levo então, sou eu.
Jogado as margens da escravidão.
Com a pele ardendo ao chão.
Nas vias confusas da minha vida.



Folhas ao vento.
Quem sabe guiar minhas mãos?
Colocar os meus pés sobre o chão?
E a vida guia-la então?
Eu a devolvo.



Renato da Silva Carvalho

O filho da praça


Comentários fúteis e inigualáveis.
Poesias toscas e austeras.
Mensagens valorosas e imundas.
O paralelismo do universo em curvas de cera.
O cheiro de falsidade em cada textura.
Isto eu chamo de compaixão.

Por:Renato da Silva Carvalho

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Ciranda dos amantes


Há muito penso no que cantei.
Nas flores que chorei.
Nas lágrimas que encantei.
E todas as outras birras,
Que fiz em memória de você.



Hoje o café não tem ardor.
As mentiras sem sabor.
As pipas sem amor.
A mesa sem calor.



Agora na via suja espero.
A passagem de um bonde.
Que me leva ao centro da vadiagem.
Tudo isso faço,
Em memória de você.



No banco sujo me sento.
E como se fosse neutro.
Tiro da sacola um violão.
E sem medo do futuro.
Toco dissonâncias.
Como ratos que voam para viver.
Todas essas notas que farei,
Em memória de você.



A fumaça dos autorrodáveis entra em meus pulmões.
Sem me importar as transformo em vibrações.
Pouco se vai e a festa esta formada.
E a ciranda da vida renasce.
Em memória de você.



Mas estas melodias não são eternas.
Elas se findam.
A alegria da voz se vai.
As cordas não vibram mais.
As melodias se apodrecem.

Mas as outras mãos se apaixonam.
Começando uma nova alegria.
E como chuva, aparecem novas harmonias.
Como rios se encontrando na foz.
Todas essas melodias,
Que não são em memória de você.



Por: Renato da Silva Carvalho

Bem vindos!!!

Estava observando o quanto as pessoas gostam de expor suas coisas na internet, seja confissões, desejos, acontecimentos, e outras coisas. De tanto ficar curiando as palavras das outras criaturas, resolvi me expor também... Então espero que gostem. Bem vindos!