Uma tese da humanidade

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Odisséia humana

Passou a vida toda esperando algo que não queria, mas fazer o que? Está em seu instinto. Sempre querendo ser instaurador. Depois, quer fazer parte de um começo pré-determinado.
No começo quer nascer, fica assim por nove meses, esperando a famosa bofetada naquilo que costuma chamar grosseiramente de bunda. Tudo isso para mostrar o quanto é importante, saciando seu ego com a cara de felizes dos outros imbecis. E é dessa forma que trilham seus caminhos bordados a linhos de ouro.
Passado algum tempo, ele quer ser Deus. O seu mundo se torna verdade absoluta, ele é o criador de todas as coisas, todos lhe devem homenagens, pois ele é perfeito. E em sua infinita sabedoria, julga tudo pela aparência.

Após uma vida cheia de glória e orgulho, ele entra no estado lúcido da vida, a loucura. Passa a sentir medo de tudo. Ás vezes sente remorso, culpa, e até arrependimento. E para ser perdoado de seu passado austero, ele realiza oferendas e sacrifícios de sentimentalismo. Tudo isso precedido da famosa frase:”Eu quero morrer! Adeus mundo cruel.”



Renato da Silva Carvalho

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