Uma tese da humanidade

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

O caso da maça com a tartaruga


Certo dia, sentada a grama de um pomar, se preparando para comer suas ervas e frutas, a  tartaruga encontra uma bela maça. Ela sente o cheiro da maça, admira a beleza da maça, se enche de paixão e sai correndo em direção da maça. Ela simplesmente deixa para trás todas as frutas e ervas, e segue em direção da maça.
Como a tartaruga estava fascinada! Não pensava em outra coisa, a não ser, se deliciar com a maça. E assim se passa dias e dias, e em todos os dias ela fica cada vez mais fascinada com a maça, com sua forma suculenta, sua cor avermelhada, realmente, era tudo maravilhoso.
Finalmente a tartaruga chega a macieira, e de forma afoba começa a se alegrar e a cantar. Mas como o destino não é muito amigo da tartaruga, mais uma vez, ele lhe prega uma peça. E com o corpo cansado e  os olhos cheios de lágrimas, ela percebe que a maça já não estava mais em seu lugar.

Renato da Silva Carvalho

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Estrelas artificiais

Luzes expostas a minha janela.
São os reflexos de uma eterna complexidade.
Um aglomerado de almas.
Um emaranhado de sentimentos.

Todos se escondem.
Alguns se mostram.
Poucos se dão ao luxo de pensar.

Condomínios, praças, ruas e avenidas.
Estes sim são capazes.
Capazes de me mostrar a verdade.
Que não me é cabível saber.

Lâmpadas e faróis.
Lâmpadas e faróis .
Louvadas invenções.
Pois contém a luz.

Crianças! Acalmem-se.
Crianças! Por favor! Não chorem.
Um dia.
Quem sabe um dia.
Serão mais válidas que as luzes.

Renato da Silva Carvalho