Luzes expostas a minha janela.
São os reflexos de uma eterna complexidade.
Um aglomerado de almas.
Um emaranhado de sentimentos.
Todos se escondem.
Alguns se mostram.
Poucos se dão ao luxo de pensar.
Condomínios, praças, ruas e avenidas.
Estes sim são capazes.
Capazes de me mostrar a verdade.
Que não me é cabível saber.
Lâmpadas e faróis.
Lâmpadas e faróis .
Louvadas invenções.
Pois contém a luz.
Crianças! Acalmem-se.
Crianças! Por favor! Não chorem.
Um dia.
Quem sabe um dia.
Serão mais válidas que as luzes.
Renato da Silva Carvalho
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