
Pássaro ao vento.
Quem caminha o tempo é aquele que sabe dizer:
Furtei a mais linda obra de Deus.
E quem sabe sou eu,
De como guiar a vida.
E logo eu chorei.
Confuso de como sou eu.
E as letras que escrevi, rasguei.
Corpo ao tempo.
Quem sabe lavar a solidão?
É aquele que chamo de irmão.
E o beijo que levo então, sou eu.
Jogado as margens da escravidão.
Com a pele ardendo ao chão.
Nas vias confusas da minha vida.
Folhas ao vento.
Quem sabe guiar minhas mãos?
Colocar os meus pés sobre o chão?
E a vida guia-la então?
Eu a devolvo.
Renato da Silva Carvalho
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