Uma tese da humanidade

sábado, 24 de outubro de 2009

O guerreiro de cera
















Pássaro ao vento.
Quem caminha o tempo é aquele que sabe dizer:
Furtei a mais linda obra de Deus.
E quem sabe sou eu,
De como guiar a vida.
E logo eu chorei.
Confuso de como sou eu.
E as letras que escrevi, rasguei.



Corpo ao tempo.
Quem sabe lavar a solidão?
É aquele que chamo de irmão.
E o beijo que levo então, sou eu.
Jogado as margens da escravidão.
Com a pele ardendo ao chão.
Nas vias confusas da minha vida.



Folhas ao vento.
Quem sabe guiar minhas mãos?
Colocar os meus pés sobre o chão?
E a vida guia-la então?
Eu a devolvo.



Renato da Silva Carvalho

Nenhum comentário:

Postar um comentário