Uma tese da humanidade

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Em breve

Brevemente: Mergulho...


sexta-feira, 20 de novembro de 2009

O caso da maça com a tartaruga


Certo dia, sentada a grama de um pomar, se preparando para comer suas ervas e frutas, a  tartaruga encontra uma bela maça. Ela sente o cheiro da maça, admira a beleza da maça, se enche de paixão e sai correndo em direção da maça. Ela simplesmente deixa para trás todas as frutas e ervas, e segue em direção da maça.
Como a tartaruga estava fascinada! Não pensava em outra coisa, a não ser, se deliciar com a maça. E assim se passa dias e dias, e em todos os dias ela fica cada vez mais fascinada com a maça, com sua forma suculenta, sua cor avermelhada, realmente, era tudo maravilhoso.
Finalmente a tartaruga chega a macieira, e de forma afoba começa a se alegrar e a cantar. Mas como o destino não é muito amigo da tartaruga, mais uma vez, ele lhe prega uma peça. E com o corpo cansado e  os olhos cheios de lágrimas, ela percebe que a maça já não estava mais em seu lugar.

Renato da Silva Carvalho

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Estrelas artificiais

Luzes expostas a minha janela.
São os reflexos de uma eterna complexidade.
Um aglomerado de almas.
Um emaranhado de sentimentos.

Todos se escondem.
Alguns se mostram.
Poucos se dão ao luxo de pensar.

Condomínios, praças, ruas e avenidas.
Estes sim são capazes.
Capazes de me mostrar a verdade.
Que não me é cabível saber.

Lâmpadas e faróis.
Lâmpadas e faróis .
Louvadas invenções.
Pois contém a luz.

Crianças! Acalmem-se.
Crianças! Por favor! Não chorem.
Um dia.
Quem sabe um dia.
Serão mais válidas que as luzes.

Renato da Silva Carvalho

sábado, 31 de outubro de 2009

Saudade

Me arrependo de ter aproveitado menos.
Falado pouco.
Deveria me exaltar mais.
Fiquei em silêncio.
Agora preso fico as lembranças.
Na tentativa fútil de realçar as memórias.
Mas a vida achou melhor assim.

E eu achava que o tempo era tão longo.
De tão longo se fez curto.
Levado pelas marés do destino.

E eu achava que o tempo era tão longo.
Mas as setas do relógio se fazem presente, gritando em silêncio:
“A vida que é longa, mas seus períodos são curtos”.

Renato da Silva Carvalho

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Moda da batata


Batata. Raiz rica em amido, logicamente, fonte de energia para o corpo humano, corpo que pertence a algum indivíduo apropriado de juízo, juízo este que lhe permite discernir o que é certo ou errado.
Tomemos por exemplo a jovem e bela Maria, está com vinte e três anos de idade, cursando a faculdade de publicidade, em uma universidade particular, pois infelizmente, a mesma não obteve sucesso nos vestibulares que havia se dedicado. Como quase toda a maioria, Maria adora batatas, seja ela assada, cozida, mas de preferência frita.
Neste exato momento em que escrevo esta prosa, Maria esta saindo de seu estágio, falta aproximadamente uma hora e meia para o início de suas aulas, e como passou o dia inteiro se esforçando, tem como conseqüentemente a fome. Resolve consigo ir ao “lanche feliz do MC”, ela entra na fila de pedidos e espera alguns minutos, e logo em seguida é atendida:
_Boa tarde, o que a senhora deseja?
Maria pensa com cautela e responde sem demoras:
_Um sanduíche de peito de peru, um Milk shake  de morango e uma porção deliciosa de batatas fritas.
Prontamente Maria é servida. Ela escolhe um bom lugar para se aconchegar, admira a sua merenda, e inicia o processo de degustação. Primeiro, ela da uma saborosa dentada no sanduíche, posteriormente uma golada em seu Milk Shake, e assim sucessivamente.
Maria termina de devorar o sanduíche e o Milk Shake, e nota que ainda lhe resta sua deliciosa porção de batatas fritas, ela retoma o processo de degustação, quando subitamente lembra que está de regime. Maria fica desesperada, levanta-se bruscamente e parti em retirado, deixando para trás sua deliciosa porção de batatas fritas.


Renato da Silva Carvalho

20/05/09
20h20min
OBS: Estava sentado na praça de alimentação de um Shoping, admirando os outros comerem batata.

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Odisséia humana

Passou a vida toda esperando algo que não queria, mas fazer o que? Está em seu instinto. Sempre querendo ser instaurador. Depois, quer fazer parte de um começo pré-determinado.
No começo quer nascer, fica assim por nove meses, esperando a famosa bofetada naquilo que costuma chamar grosseiramente de bunda. Tudo isso para mostrar o quanto é importante, saciando seu ego com a cara de felizes dos outros imbecis. E é dessa forma que trilham seus caminhos bordados a linhos de ouro.
Passado algum tempo, ele quer ser Deus. O seu mundo se torna verdade absoluta, ele é o criador de todas as coisas, todos lhe devem homenagens, pois ele é perfeito. E em sua infinita sabedoria, julga tudo pela aparência.

Após uma vida cheia de glória e orgulho, ele entra no estado lúcido da vida, a loucura. Passa a sentir medo de tudo. Ás vezes sente remorso, culpa, e até arrependimento. E para ser perdoado de seu passado austero, ele realiza oferendas e sacrifícios de sentimentalismo. Tudo isso precedido da famosa frase:”Eu quero morrer! Adeus mundo cruel.”



Renato da Silva Carvalho

domingo, 25 de outubro de 2009

Corredor de trilha


Somos o motivo da existência de um mundo. Tudo gira em torno das coisas que fazemos, mas definitivamente estamos com os braços abertos a espera de um futuro.
Tudo que se faz não pode ter um único sentido sem ter o que se apegar. Somos todos apegados a coisas banais, pois não percebemos o que realmente é importante, e o futuro não passa de um colírio para os nossos olhos. Então eu te pergunto: para que serve o futuro, se não para enxergarmos o presente e mudarmos o passado?



Renato da Silva Carvalho